quinta-feira, 27 de junho de 2013

ECOBONECOS / 7º ANOS MANHÃ


OBJETIVOS


-         Utilizar materiais recicláveis para a construção de bonecos
-         Perceber como os materiais recicláveis não são lixo e sim objetos que ainda podem ter utilidade.
-         Desenvolver o senso artístico na elaboração, criação e construção dos Ecobonecos.
-         Integrar os conhecimentos de Ciências que estão estudando sobre o Reino Animal e suas diferentes características.
-         Reproduzir as formas dos animais ou objetos de acordo com o que foi idealizado.
-         Trabalhar em grupos aprendendo a conviver, sabendo se posicionar em relação ao outro, respeitando suas próprias idéias e as do outro.
-         Desenvolver a coordenação motora em várias partes do projeto, seja na construção  e pintura do Ecoboneco.
-         Aprender sobre técnicas de pintura, cuidados com material e uso adequado.

ATIVIDADE PRÁTICA


Escolher um animal e construí-lo a partir de materiais recicláveis.


TÉCNICAS


-         Construção de figuras animadas ou não com uso de materiais recicláveis: embalagens plásticas, papelão, jornal, caixas de leite, iogurte, rolos de papel higiênico, porta-ovos, isopor, etc. Uso de fita crepe ou adesiva ajudando na montagem.
-         Papietagem: uso de papel de jornal ou revista com cola diluída em água forrando todo o objeto dando textura firme e uniforme.
-         Pintura a guache.


PROJETO: ECO BONECOS - PROFA. LETÍCIA PIRES - ARTES















BIOMAS BRASILEIROS: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Campos Sulinos, Floresta Amazônica, Pantanal, Manguezal e Costeiros

 OBJETIVOS: - Integrar os conteúdos de Geografia/Ciências vistos no ano anterior com a vivência artística. - Identificar os Biomas e suas características.
- Despertar o senso de cuidado com o ambiente onde vivemos e aprender a preservá-lo.
- Compreender a importância das árvores para a manutenção da nossa vida.
- Trabalhar em grupos aprendendo a conviver, sabendo se posicionar em relação ao outro, respeitando suas próprias ideias e as dos outros.
 - Desenvolver a habilidade psicomotora fina ao rasgar os papéis e colar um a um.
 - Experimentar a vivência da paciência ao se trabalhar atividades minuciosas.

 ATIVIDADE PRÁTICA: Reprodução de fotografia de uma paisagem brasileira (BIOMA).
 Os alunos foram separados em grupos por Biomas para mostrar a variedade de nossos ambientes naturais. 

TÉCNICA: Colagem com papel revista rasgado à mão.

PROJETO : BIOMAS BRASILEIROS - PROFA. LETÍCIA PIRES - ARTES





quarta-feira, 19 de junho de 2013

#PapoCabeça – Redes Sociais: Proveitos e Riscos, por Frei Betto

#PapoCabeça – Redes Sociais: Proveitos e Riscos, por Frei Betto

REDES SOCIAIS: PROVEITOS E RISCOS – Frei Betto


A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.
As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação, e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram-se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais – e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta-espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex-usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.
Veja o alerta de Renan Hamann: “Segundo o USA Today, a rede social quebra regras de privacidade em três níveis: 1) Conectado: assim que o usuário utiliza os servidores, um cookie de sessão e outro de navegação são instalados no navegador. São responsáveis pela medição de tempo de permanência na página, e localizam o IP, a resolução e várias informações técnicas. 2) Desconectado: quando o usuário sai do Facebook, apenas o cookie de navegação é instalado. Porém, todos os itens citados anteriormente continuam a ser informados ao servidor, incluindo IP e tempo de permanência. 3) Após o usuário delectar a conta na rede social, ele continua sendo rastreado.”
Essas denúncias provêm da ACLU (União pela Liberdade Civil Americana), que alerta: “A rede social está seguindo você.” Ela comunicou ao FTC (Comissão Federal do Comércio, do governo dos EUA) que o Facebook rouba informações…
A ACLU exige que a ferramenta Do not track (Não rastrear) seja instalada no Facebook. Assim os usuários poderão decidir se querem ou não ser rastreados.
Por que o rastreamento? Para tornar o usuário alvo direto de apelos consumistas – a personalização da publicidade. Se o mercado conhece seus gostos e preferências, temas do seu interesse e modo de pensar, fica mais fácil lançar em sua direção as iscas de consumo.
Algo parecido ocorre com o Google. Quando você digita “viagem”, o Google propõe, a sites de empresas, diversos links associados a publicidades textuais curtas. Os anunciantes escolhem as palavras-chaves às quais seus produtos devem estar associados. Por isso o Google corrige quando você escreve errado. Não por amor à boa ortografia, e sim para acionar o link vinculado ao site. A empresa anunciante só paga ao Google quando o usuário clica no link.
Graças a esses truques eletrônicos, o Google abocanhou, de julho a setembro de 2011, a soma de US$ 9,72 bilhões! – 33% a mais que no mesmo período de 2010.
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
- See more at: http://pjm.maristas.org.br/papocabeca_redessociaisproveitoseriscos/#sthash.oOoeP8K7.dpuf

REDES SOCIAIS: PROVEITOS E RISCOS – Frei Betto


A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.
As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação, e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram-se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais – e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta-espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex-usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.
Veja o alerta de Renan Hamann: “Segundo o USA Today, a rede social quebra regras de privacidade em três níveis: 1) Conectado: assim que o usuário utiliza os servidores, um cookie de sessão e outro de navegação são instalados no navegador. São responsáveis pela medição de tempo de permanência na página, e localizam o IP, a resolução e várias informações técnicas. 2) Desconectado: quando o usuário sai do Facebook, apenas o cookie de navegação é instalado. Porém, todos os itens citados anteriormente continuam a ser informados ao servidor, incluindo IP e tempo de permanência. 3) Após o usuário delectar a conta na rede social, ele continua sendo rastreado.”
Essas denúncias provêm da ACLU (União pela Liberdade Civil Americana), que alerta: “A rede social está seguindo você.” Ela comunicou ao FTC (Comissão Federal do Comércio, do governo dos EUA) que o Facebook rouba informações…
A ACLU exige que a ferramenta Do not track (Não rastrear) seja instalada no Facebook. Assim os usuários poderão decidir se querem ou não ser rastreados.
Por que o rastreamento? Para tornar o usuário alvo direto de apelos consumistas – a personalização da publicidade. Se o mercado conhece seus gostos e preferências, temas do seu interesse e modo de pensar, fica mais fácil lançar em sua direção as iscas de consumo.
Algo parecido ocorre com o Google. Quando você digita “viagem”, o Google propõe, a sites de empresas, diversos links associados a publicidades textuais curtas. Os anunciantes escolhem as palavras-chaves às quais seus produtos devem estar associados. Por isso o Google corrige quando você escreve errado. Não por amor à boa ortografia, e sim para acionar o link vinculado ao site. A empresa anunciante só paga ao Google quando o usuário clica no link.
Graças a esses truques eletrônicos, o Google abocanhou, de julho a setembro de 2011, a soma de US$ 9,72 bilhões! – 33% a mais que no mesmo período de 2010.
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
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REDES SOCIAIS: PROVEITOS E RISCOS – Frei Betto


A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.
As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação, e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram-se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais – e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta-espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex-usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.
Veja o alerta de Renan Hamann: “Segundo o USA Today, a rede social quebra regras de privacidade em três níveis: 1) Conectado: assim que o usuário utiliza os servidores, um cookie de sessão e outro de navegação são instalados no navegador. São responsáveis pela medição de tempo de permanência na página, e localizam o IP, a resolução e várias informações técnicas. 2) Desconectado: quando o usuário sai do Facebook, apenas o cookie de navegação é instalado. Porém, todos os itens citados anteriormente continuam a ser informados ao servidor, incluindo IP e tempo de permanência. 3) Após o usuário delectar a conta na rede social, ele continua sendo rastreado.”
Essas denúncias provêm da ACLU (União pela Liberdade Civil Americana), que alerta: “A rede social está seguindo você.” Ela comunicou ao FTC (Comissão Federal do Comércio, do governo dos EUA) que o Facebook rouba informações…
A ACLU exige que a ferramenta Do not track (Não rastrear) seja instalada no Facebook. Assim os usuários poderão decidir se querem ou não ser rastreados.
Por que o rastreamento? Para tornar o usuário alvo direto de apelos consumistas – a personalização da publicidade. Se o mercado conhece seus gostos e preferências, temas do seu interesse e modo de pensar, fica mais fácil lançar em sua direção as iscas de consumo.
Algo parecido ocorre com o Google. Quando você digita “viagem”, o Google propõe, a sites de empresas, diversos links associados a publicidades textuais curtas. Os anunciantes escolhem as palavras-chaves às quais seus produtos devem estar associados. Por isso o Google corrige quando você escreve errado. Não por amor à boa ortografia, e sim para acionar o link vinculado ao site. A empresa anunciante só paga ao Google quando o usuário clica no link.
Graças a esses truques eletrônicos, o Google abocanhou, de julho a setembro de 2011, a soma de US$ 9,72 bilhões! – 33% a mais que no mesmo período de 2010.
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
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REDES SOCIAIS: PROVEITOS E RISCOS – Frei Betto


A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.
As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação, e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram-se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais – e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta-espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex-usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.
Veja o alerta de Renan Hamann: “Segundo o USA Today, a rede social quebra regras de privacidade em três níveis: 1) Conectado: assim que o usuário utiliza os servidores, um cookie de sessão e outro de navegação são instalados no navegador. São responsáveis pela medição de tempo de permanência na página, e localizam o IP, a resolução e várias informações técnicas. 2) Desconectado: quando o usuário sai do Facebook, apenas o cookie de navegação é instalado. Porém, todos os itens citados anteriormente continuam a ser informados ao servidor, incluindo IP e tempo de permanência. 3) Após o usuário delectar a conta na rede social, ele continua sendo rastreado.”
Essas denúncias provêm da ACLU (União pela Liberdade Civil Americana), que alerta: “A rede social está seguindo você.” Ela comunicou ao FTC (Comissão Federal do Comércio, do governo dos EUA) que o Facebook rouba informações…
A ACLU exige que a ferramenta Do not track (Não rastrear) seja instalada no Facebook. Assim os usuários poderão decidir se querem ou não ser rastreados.
Por que o rastreamento? Para tornar o usuário alvo direto de apelos consumistas – a personalização da publicidade. Se o mercado conhece seus gostos e preferências, temas do seu interesse e modo de pensar, fica mais fácil lançar em sua direção as iscas de consumo.
Algo parecido ocorre com o Google. Quando você digita “viagem”, o Google propõe, a sites de empresas, diversos links associados a publicidades textuais curtas. Os anunciantes escolhem as palavras-chaves às quais seus produtos devem estar associados. Por isso o Google corrige quando você escreve errado. Não por amor à boa ortografia, e sim para acionar o link vinculado ao site. A empresa anunciante só paga ao Google quando o usuário clica no link.
Graças a esses truques eletrônicos, o Google abocanhou, de julho a setembro de 2011, a soma de US$ 9,72 bilhões! – 33% a mais que no mesmo período de 2010.
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
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domingo, 9 de junho de 2013

Regulamento - Concurso Rap - Movie Maker- Dança e Declamação

VINICIUS DE MORAES – 100 ANOS
Tema: “ A vida é a arte do encontro”

REGULAMENTO DAS CATEGORIAS
Categoria: RAP
1-Objetivo:
O concurso cultural tem como objetivo fomentar o Rap usando a biografia do poeta Vinicius de Moraes.
2- Inscrições:
15 a 28 de junho de 2013
2.1 Não serão validadas inscrições após o prazo determinado.
2.4 A Ficha de inscrição deverá ser acompanhada de uma música gravada em CD.
3-Critérios de avaliação :
Serão avaliados os seguintes critérios para a participação no festival;
3.1- Letra usando a biografia de Vinícius de Moraes
3.2- Qualidade da gravação
3.3 - Criatividade e originalidade

Categoria: Movie Maker
Inscrições: 15 a 28 de junho
1-Construir em formato “ Movie Maker” uma apresentação usando uma música de Vinicius de Moraes.
2- Podem participar todos os estudantes da EMMA.
2.1 - A Apresentação do  não poderá exceder 04 minutos;
2.2  - Os trabalhos deverão ser entregues em CD;
2.3 - A equipe da biblioteca  e professores escolherão os vídeos vencedores;
2.4 - Na avaliação dos vídeos serão analisados o som, a imagem , a mensagem e a originalidade;
2.5 - Serão premiados o primeiro, o segundo e o terceiro lugar;
2.6 - O prêmio para os melhores vídeos estão sendo negociados com a direção da EMMA.

Categoria: Dança
1- Inscrições: 15 a 28 de junho
Os estudantes da EMMA poderão apresentar uma dança ou dramatização usando músicas e/ou poemas do poeta Vinicius de Moraes.

Poderão apresentar as seguintes categorias de dança:
1.1              Dança Moderna/Contemporânea: obras estruturadas sob os princípios das escolas modernas ou das obras criadas à luz  dos preceitos da pós-modernidade. Inclui-se nesta modalidade a dança-teatro.
1.2              - Danças urbanas: coreografias criadas em quaisquer das modalidades de dança de rua e suas variantes.
1.3              - Folclore de Imigração: danças regionais de outras nações( portuguesa, italiana, polonesa.
1.4              - Folclore de Projeção:danças regionais e populares  estilizadas.
1.5               - Flamenco: dança espanhola
1.6              - Dança de Salão: danças populares(tangos, boleros,samba,salsa,etc)
1.7              - Jazz: coreografias estruturadas nos vários estilos de Jazz.
1.8              - Dança do Ventre
2- O tempo máximo de apresentação será de 8 minutos para cada grupo ou dançarino participante.
2.1         – O concorrente que ultrapassar esse tempo será desclassificado;
2.2         O grupo ou participante deverá apresentar  a dança ou dramatização usando letra e/ou músicas do poeta Vinícius de Moraes.
2.3         No julgamento serão observados:
a) Coreografia;
b) Evolução da Coreografia;
c) Figurino(traje).
3- Serão premiados o primeiro, segundo e terceiro lugar.

CATEGORIA : DECLAMAÇÃO

Este concurso visa selecionar e premiar as três melhores declamações de um poema de Vinícius de Moraes, bem como divulgar a sua obra e desenvolver as capacidades de leitura expressiva dos alunos.

1- Cada concorrente só pode apresentar uma declamação;
2- Avaliação:
2.1-O participante deverá declamar um poema do poeta Vinicius de Moraes;
2.2- A declamação deverá ser expressiva, original e criativa.
2.3- Ter uma dicção clara e audível;
2.4 - ter entonação variada e adequada respeitando a pontuação.
A candidatura a esse concurso implica a total aceitação dos termos do presente Regulamento.
Todas as declamações podem ser expostas publicamente, para fins educativos.
O não cumprimento de qualquer dos termos do presente regulamento constitui motivo de exclusão do concurso.
Todos os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela presidente do Júri.

Equipe da Biblioteca da EMMA

Belo Horizonte, 06 de junho de 2013




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One and Only- Adele cover by Luisa Pacheco m- Filha do Prof. Pedro Domingos